Notas sobre Grafos RDF e Teoria das Categorias
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Este blog é de caráter geral e tem como objetivo apresentar e discutir temas que se estendem desde algumas cinema, literatura, política, vida universitária e, por que não? algumas abobrinhas...
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Trump Towers na Francisco Bicalho
Trump towers na Francisco Bicalho
Leio hoje no jornal O Globo que o grupo Trump planeja construir cinco espigões na avenida Francisco Bicalho. O projeto, segundo a reportagem do jornal, divide especialistas. Enquanto alguns, como o arquiteto Augusto Ivan, participante dos primeiros estudos para a revitalização do porto, afirmam que não há marcos arquitetônicos que possam sofrer interferência por parte dos planejados espigões, os Instituto dos Arquitetos do Brasil, na pessoa do arquiteto Carlos Fernando de Andrade, avalia que o problema não estaria na altura das torres, mas na ocupação de tão grande área (322 mil metros quadrados, dez vezes mais do que a área do terreno) que acarretaria problemas associados ao adensamento.Não sou arquiteto, mas um cidadão carioca certo de que tem sido perpetradas diversas intervenções arquitetônicas na cidade que são verdadeiras agressões. Basta lembrar uma das mais recentes, o plano de construção de um resort na área de proteção ambiental na Barra da Tijuca, com o beneplácito do alcaide. Estou certo de que o Rio precisa de mais áreas verdes, parques e jardins.
A região da Francisco Bicalho, completamente depredada e abandonada merece, certamente, mais um parque no sentido de amenizar o calor sufocante da região. Discordo do sr. Augusto Ivan quanto aos marcos arquitetônicos. A velha estação da Leopoldina é certamente um destes marcos. As planejadas torres agridem e desfiguram a perspectiva de quem olha do porto, quebrarão a visão do maciço da Tijuca, interpõem ao olhar mostrengos de vidro e concreto inadequados para o clima da cidade. Não sei dos detalhes do projeto, mas fala-se de "brise soleils" para atenuar os efeitos da radiação solar. Vale lembrar que a localização dos mostrengos fica no sentido norte-sul, portanto a incidência dos raios solares ocorrerá nas laterais das torres durante todo o dia. Além dos aparadores solares, o que será feito? Construção de um sistema de refrigeração central, por conseguinte mais gasto de energia?
O Rio precisa de mais espaços de convivência e encontros, mais áreas verdes. As curvas das montanhas da cidade, fonte confessa de inspiração do grande Niemeyer, não merecem mais espigões, mas monumentos à beleza e diversidade da sua natureza.
Ocupemos a Francisco Bicalho com canteiros, árvores frutíferas e com a irresistível vocação do carioca para ser feliz.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Altamiro Borges: O início preocupante do governo Dilma
Altamiro Borges: O início preocupante do governo Dilma
É verdade, preocupa sim. Há outros fatos menores que são sintomáticos: a virtual mudança de política do MinC, com a 'rediscussão' da questão dos direitos autorais, agora sob a orientação do ECAD; a tímida atuação do Ministérios das Relações Exteriores nos recentes acontecimentos no Egito, foram apenas 3 notas e uma final em apoio à 'transição'.
O PIG está exultante... Acho que a militância, virtual e real tem que estar atenta e participante.
É verdade, preocupa sim. Há outros fatos menores que são sintomáticos: a virtual mudança de política do MinC, com a 'rediscussão' da questão dos direitos autorais, agora sob a orientação do ECAD; a tímida atuação do Ministérios das Relações Exteriores nos recentes acontecimentos no Egito, foram apenas 3 notas e uma final em apoio à 'transição'.
O PIG está exultante... Acho que a militância, virtual e real tem que estar atenta e participante.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Palatul Lloyd
De acordo com a Wikipedia em rumeno, trata-se do palácio Lloyd, construído entre os anos 1910-1912 pelo arquiteto Leopoldo Baumhorn. Antes sede da Bolsa Agrícola e agora, a reitoria da Universidate Técnica de Timisoara. Trata-se de um lindo prédio, de estilo art decó. No seu térreo funciona o restaurante Lloyds, que mantém os traços da grandeza de antes.O restaurante, com pesadas cortinas de veludo verde, pesadas cadeiras e arrumação das mesas impecável, é uma parada obrigatória para quem vai à praça Victorei, em Timisoara. A comida é excelente oferecendo desde a culinária italiana à tradicional rumena. Para quem chega com euros, o preço é excelente.
A Loba de Timisoara
A foto ao lado, é uma tomada da praça Victorei de um dos edifícios mais interessantes de Timisoara, Romênia. Em primeiro plano, uma réplica da loba amamentando Rômulo e Remo. A Romênia sente-se, de certa forma, herdeira do grande império.Timisoara, Timeswar
Nunca imaginei estar em algun dia em Timisoara, nem sequer ouvira falar de tal cidade. Da Romênia, apenas algumas lembranças, todas elas relacionadas ao período em que o país foi governado (com mão de ferro) por Nicolae Ceausescu, no período da guerra fria e da dominação militar da União Soviética.
Pouco se falava da Romênia que era tida como um estado comunista que buscava uma posição mais independente da centralização soviética. Cheguei a pensar em estudar química lá, tendo ido uma ou duas vezes ao seu consulado, no Rio de Janeiro, em uma pequena rua com o nome do país, no bairro do Cosme Velho, onde fui recebido de forma simpática pelos funcionários, um pouco surpresos com o interesse de um estudante brasileiro sobre o seu país. Ganhei umas publicações e a revista România e o meu interesse pelo país ficou mais ou menos por aí, restando apenas a estranha sensação de um país de língua românica.
Pois bem, eis que em 2010 fui à Romênia para participar de um congresso sobre a Internet. O Congresso, realizado na cidade de Timisoara, organizado pela IADIS, ocorreu na Universidade Tecnológica de Timisoara. Foi um bom evento, simples, bem organizado, no qual durante quatro dias se discutiram assuntos bem relacionados com as perspectivas futuras da Internet, na educação, medicina, negócios etc.
A Chegada
Aterrissamos no aeroporto da cidade por volta da meia-noite em um vôo proveniente de Munique. Fazia frio, estava escuro. Enfrentamos a fila da imigração, onde, mais uma vez o funcionário nos perguntou por que motivo o carimbo da Polícia Federal do Brasil era pouco perceptível. Tomamos um taxi, com um certo medo, pois muitas pessoas avisaram para ter cuidado, pois, afinal éramos estranhos em uma terra estranha.
Um longo caminho até o Hotel Central, em uma cidade deserta, com um motorista de taxi bastante orgulhoso da iminente entrada na Comunidade Européia de Nações. Inocentes, mal sabem que essa entrada será precedida por uma alta geral dos preços e desemprego, como modelo do receituário recomendado pelos luminares neoliberais que, a despeito da crise americana, receitam-nos como condição sine qua non para sanear o país, preparando-o para o paraíso do Kapital.
Chegamos no hotel, calor...o aquecimento estava à toda, o que para nós indicava frio extremo na cidade. Fez frio, é verdade, mas não de forma absolutamente insuportável para brasileiros vindos do calor do Rio de Janeiro. Estranhamos a insistência do recepcionista em ficar com os passaportes, de qualquer forma o passaporte ficou conosco...
O quarto do hotel recendia a tabaco. Parecia que tinha havido um encontro de fumantes invetereados naquele quarto. Depois descobrimos que fuma-se muito na Romênia. Todos fumam em todos os lugares. Ainda não existe essa história do 'é proibido fumar...' Fuma-se na hora do café da manhã, no restaurante...
Como caracterizar a decoração do hotel (esqueci de tirar fotos...) Algo como anos 60, um linóleo recobre parte da parede, para evitar que a cama danifique a parede. A mesa e o chão recobertas com um material marrom lembrando madeira. Cortinas grossas, reforçam o odor do cigarro e dão um clima meio triste, meio soturno ao ambiente. Um frigobar totalmente vazio, nem mesmo água. Fomos dormir...o que nos reserva o dia de amanhã?
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