quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Altamiro Borges: O início preocupante do governo Dilma

Altamiro Borges: O início preocupante do governo Dilma
É verdade, preocupa sim. Há outros fatos menores que são sintomáticos: a virtual mudança de política do MinC, com a 'rediscussão' da questão dos direitos autorais, agora sob a orientação do ECAD; a tímida atuação do Ministérios das Relações Exteriores nos recentes acontecimentos no Egito, foram apenas 3 notas e uma final em apoio à 'transição'.
O PIG está exultante... Acho que a militância, virtual e real tem que estar atenta e participante.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Palatul Lloyd

De acordo com a Wikipedia em rumeno, trata-se do palácio Lloyd, construído entre os anos 1910-1912 pelo arquiteto Leopoldo Baumhorn. Antes sede da Bolsa Agrícola e agora, a reitoria da Universidate Técnica de Timisoara. Trata-se de um lindo prédio, de estilo art decó. No seu térreo funciona o restaurante Lloyds, que mantém os traços da grandeza de antes.
O restaurante, com pesadas cortinas de veludo verde, pesadas cadeiras e arrumação das mesas impecável, é uma parada obrigatória para quem vai à praça Victorei, em Timisoara. A comida é excelente oferecendo desde a culinária italiana à tradicional rumena. Para quem chega com euros, o preço é excelente.
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A Loba de Timisoara

A foto ao lado, é uma tomada da praça Victorei de um dos edifícios mais interessantes de Timisoara, Romênia. Em primeiro plano, uma réplica da loba amamentando Rômulo e Remo. A Romênia sente-se, de certa forma, herdeira do grande império.

Timisoara, Timeswar
Nunca imaginei estar em algun dia em Timisoara, nem sequer ouvira falar de tal cidade. Da Romênia, apenas algumas lembranças, todas elas relacionadas ao período em que o país foi governado (com mão de ferro) por Nicolae Ceausescu, no período da guerra fria e da dominação militar da União Soviética.
Pouco se falava da Romênia que era tida como um estado comunista que buscava uma posição mais independente da centralização soviética. Cheguei a pensar em estudar química lá, tendo ido uma ou duas vezes ao seu consulado, no Rio de Janeiro, em uma pequena rua com o nome do país, no bairro do Cosme Velho, onde fui recebido de forma simpática pelos funcionários, um pouco surpresos com o interesse de um estudante brasileiro sobre o seu país. Ganhei umas publicações e a revista România e o meu interesse pelo país ficou mais ou menos por aí, restando apenas a estranha sensação de um país de língua românica.
Pois bem, eis que em 2010 fui à Romênia para participar de um congresso sobre a Internet. O Congresso, realizado na cidade de Timisoara, organizado pela IADIS, ocorreu na Universidade Tecnológica de Timisoara. Foi um bom evento, simples, bem organizado, no qual durante quatro dias se discutiram assuntos bem relacionados com as perspectivas futuras da Internet, na educação, medicina, negócios etc.

A Chegada
Aterrissamos no aeroporto da cidade por volta da meia-noite em um vôo proveniente de Munique. Fazia frio, estava escuro. Enfrentamos a fila da imigração, onde, mais uma vez o funcionário nos perguntou por que motivo o carimbo da Polícia Federal do Brasil era pouco perceptível. Tomamos um taxi, com um certo medo, pois muitas pessoas avisaram para ter cuidado, pois, afinal éramos estranhos em uma terra estranha.
Um longo caminho até o Hotel Central, em uma cidade deserta, com um motorista de taxi bastante orgulhoso da iminente entrada na Comunidade Européia de Nações. Inocentes, mal sabem que essa entrada será precedida por uma alta geral dos preços e desemprego, como modelo do receituário recomendado pelos luminares neoliberais que, a despeito da crise americana, receitam-nos como condição sine qua non para sanear o país, preparando-o para o paraíso do Kapital.
Chegamos no hotel, calor...o aquecimento estava à toda, o que para nós indicava frio extremo na cidade. Fez frio, é verdade, mas não de forma absolutamente insuportável para brasileiros vindos do calor do Rio de Janeiro. Estranhamos a insistência do recepcionista em ficar com os passaportes, de qualquer forma o passaporte ficou conosco...
O quarto do hotel recendia a tabaco. Parecia que tinha havido um encontro de fumantes invetereados naquele quarto. Depois descobrimos que fuma-se muito na Romênia. Todos fumam em todos os lugares. Ainda não existe essa história do 'é proibido fumar...' Fuma-se na hora do café da manhã, no restaurante...
Como caracterizar a decoração do hotel (esqueci de tirar fotos...) Algo como anos 60, um linóleo recobre parte da parede, para evitar que a cama danifique a parede. A mesa e o chão recobertas com um material marrom lembrando madeira. Cortinas grossas, reforçam o odor do cigarro e dão um clima meio triste, meio soturno ao ambiente. Um frigobar totalmente vazio, nem mesmo água. Fomos dormir...o que nos reserva o dia de amanhã?

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sexta-feira, 19 de março de 2010

Dona Marta

Interessante como no Rio tem lugares tão longe e tão perto. Quem reside no bairro de Botafogo, precisamente na rua São Clemente, como eu, acostumou-se (com um misto de receio e curiosidade) a ver a pequena comunidade do Dona Marta (ou Santa Marta?). Depois de alguns episódios traumáticos, o dona Marta está, pouco a pouco, se inserindo na vida do bairro. Serão precisos alguns anos de trabalho mais difícil (educação, saúde, bem estar social) para finalmente se resgatar a dívida que a cidade tem para com o pessoal do Dona Marta, em particular, e de todas as comunidades da cidade.
Acho curioso o nome comunidade em contraposição ao bairro, mais pomposo e "refinado".
Um dia, perto do natal (dia 23, talvez) subi o teleférico. Tinha curiosidade de ver o panorama lá de cima. Imaginava não seria muito diferente da vista do Mirante Dona Marta, um pouco mais acima e acessível por outro caminho. Essas são algumas das fotos de uma vista maravilhosa a partir de uma comunidade simples, educada e com o maior cuidado para receber o 'turista' com carinho e atenção.
















Essa é a visão do Pão de Açucar, visto da estradinha que liga o bairro de Laranjeiras ao topo do morro.
O rochedo é visto no meio de um fragmento da Mata Atlântica, sob uma perspectiva completamente diferente.


Logo abaixo, a baia de Guanabara, tão linda, tão calma!
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sábado, 10 de janeiro de 2009

Uma nova Guernica

É impossível saber das notícias de Gaza, sem que se deixe de pensar nas inúmeras atrocidades cometidas ao longo dos tempos, e mais precisamente nos recentes. A lista, infelizmente, é interminável: Guernica, Stalingrado, Leningrado, o gueto de Varsóvia, Auschivitz, Dachau, Sobibor, Mi Lai, Sabra e Chatilla. Todos estes nomes remente ao lado obscuro e das maquinações políticas do Kapital.
Assistimos todos, de braços cruzados a mais um crime perpetrado pelos sionistas de Israel, sob o comando dos militaristas americanos. Eles querem, no âmbito interno, empurrar o presidente eleito a compactuar com a política de esmagamento dos direitos humanos e de busca de soluções pacíficas e negociadas para a situação criada pela repetida invasão dos territórios palestinos oficializada em 1948, com a criação do estado de Israel e continuada nas sucessivas guerras de expansão sionistas.
Transformaram a região em um dos maiores barris de pólvora de que já se teve notícia. Ato contínuo inviabilizaram todas as tentativas democráticas e de coexistência pacífica na região, assassinando, colocando títeres nos lugares de governantes comprometidos com a paz e o progresso da região. Para citar um exemplo recente, o próprio Saddam Hussein, foi colocado no poder por agentes norte-americanos, em uma tentativa de barrar o surgimento de um Iraque democrático e popular.
Não se pode disfarçar o horror visto nas repetidas fotos publicadas pelas agências estrangeiras, um horror que se assemelha aqueles representados tragicamente por Picasso e Goya.
Na imagem do horror o sol se põe entre a fumaça das bombas sobre gaza
Onde está Andrei, comparando o horror da guerra com as imagens de Goya.
Eu sou Goya!
Um corpo de mulher pende preso pela garganta no poste da praça!
O ano de 2009 iniciou-se então com um horror, não com os fogos de artifícios para alegrar dois milhoes de pessoas na praia de Copacabana, mas a tenebrosa chuva de medo e terror, despejada pelos modernos F16. Esta cruel manifestação do que acontece com uma ciência a serviço da destruição em massa.
Ao lado do minarete a coluna da fumaça dos bombardeios.
A Organização das Naões Unidas assite, com os seus rituais de reuniões do Conselho de Segurança o massacre de quase 1000 pessoas, incluindo na sua maioria, crianças, velhos e mulheres
Castelos com rijas
Muralhas e cristas
Donzelas formosas
E altivas, avistas,
Soldado e conquistas!
Ferrenho é o empenho,
O prêmio excitante!

E que alto e bom som
Ressoe o clarim,
Ao júbilo e à folga,
E à ruína outrossim.
Isso é arremesso!
Sim! Isso é viver!
Donzelas e castelos,
Se têm de render.
Ferrenho é o empenho,

O prêmio excitante!
E vão os soldados
Seguindo para adiante. (Fausto)

Nuvens de fumaça cobre a cidade bombardeada. O massacre se dá com a mobilização de meios infinitamente superiores ao das vítimas. Covardia esse é o nome.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Estaríamos à beira do crash?

Uma das estranhas características das análises e do noticiário sobre a turbulência que a economia americana está passando é que os fenômenos são apresentados como se tivessem realidade física, ou mais precisamente, acompanhando o raciocínio de Mésáros, como se tivessem objetividade absoluta. Assim, as bolsas, o "mercado" surgem para estes analistas como coisas que, tendo uma dinâmica própria, se opusessem aos indivíduos, ameaçando-os.
Não seria este raciocínio, contudo, o fruto de uma visão fetichizada, já apontada por Marx? Os mecanismos de mercado que operam de modo "descontrolado" nas economias capitalistas não indicam, precisamente, a natureza das relações sociais neste estágio do capitalismo? Não deveríamos pensar as crises financeiras como um mecanismo de superprodução da mercadoria dinheiro? Se isto for verdade, então, poderíamos explicar - a crise da liquidez como o reflexo do fato de que a mercadoria dinheiro foi gerada sem a contrapartida produtiva. As bolsas transformaram-se em um gigantesco cassino. A bolha, na imagem preferida de muitos articulistas, desprendeu-se da sua base concreta e, carente de substância, pois que se tratava apenas de um fetiche, de um símbolo, explodiu.